09 junho 2015

HISTÓRIA DA MENINA QUE DESCOBRIU O QUE É SER RAIZ FORTE

Transição:
Sub. fem.: passagem de um lugar, de um estado de coisas, de uma condição (etc) a outra.
E como é que se faz a transição para aquilo que a gente nunca deixou de ser?
Como milhões (ou bilhões, sejamos pretensiosos!) de outras pessoas no mundo, eu nasci cacheada. Digo nasci, pois é algo absolutamente imutável. É isso aí, progressivas: vocês funcionam, sem dúvidas, mas se eu as cortar pela raiz, são as minhas ondas que voltam com toda a força.


Também como muitas e muitas cacheadas, acredito eu, deixei de lado a percepção de identidade que vem junto com o meu cabelo e, seguindo a tendência de boa parte do mundo afora, não pude – por um bom tempo – ver o quanto minha raiz era forte e, pasmem!, linda.
Deixei meu “status” de cacheada na infância e, com a chegada da adolescência, tornei-me “normal” às vistas do meu meio de convivência. Aderi às químicas, escolhi o secador e a chapinha como meus dois melhores amigos e fui (quase) feliz por bons 8 anos da vida. Faço questão de usar o quase já que, hoje, vejo o quanto ser escrava de uma imagem que não me pertencia e da opinião alheia não me trazia felicidade.



Quase toda cacheada ou crespa que passa por essa fase na vida compartilha dos mesmos motivos para ter alisado um dos símbolos mor da feminilidade: “era mais prático”, “eu fico mais bonita”, “meu empregador pediu que meu cabelo fosse liso” e etc, etc, etc, e blá, blá, blá. Falta de representatividade é uma coisa que também dividimos como motivo para encontrar no liso uma ‘auto aceitação’.
(#thanksGod) Os tempos mudaram, o repertório cultural abriu seu leque, minha cabeça encontrou outros horizontes e, com eles, reencontrou minhas raízes cacheadas. Decidi, depois de um longo processo de dúvida, choro, questionamento e, enfim, aceitação, que faria minha viagem de volta à raiz forte que, de três em três meses, era subjulgada pelas progressivas da vida.


Junho de 2014 marca minha idasemvolta não para um lugar, mas de encontro a um alguém chamado Bárbara Oliva Barbosa. Parda, cacheada e cheia de orgulho do fio que brota da cabeça que, hoje, já ostenta os primeiros centímetros da identidade que verdadeiramente a pertence.



Aqui nós vamos dividir histórias, compartilhar experiências, fortalecer o movimento de auto aceitação, trocar dicas, contar lorotas e adentrar num universo que é só nosso. Que é da raiz forte, com muito orgulho, sim senhor.
Muito prazer.
Babi

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