19 junho 2016

Post pros recém-formados e já frustrados

O Diabo Veste Prada. Google Images

Eu gosto de novidades. Ideias borbulham na minha mente em todo o tempo e eu facilmente posso encontrar algo novo pra fazer. Desde os tempos de escola, quando eu queria trocar de celular, vendi brigadeiros no colégio e isso me rendeu uns bons trocados. Quando eu ia iniciar a faculdade, tinha total certeza de que só seria feliz na vida de cursasse jornalismo. O olho brilhava e essa era a única opção que via pela frente. Mas, por gostar de novidades, uma sensação sempre me acompanhou: depois que as coisas não são tão novas mais o meu interesse e entusiasmo esfriam feito fogueira apagada em festa junina e toda aquela explosão de vontade do início já não é mais a mesma coisa. E foi assim que terminei o curso: desmotivada com a profissão.

A razão da desmotivação não é em si a parte técnica do trabalho, mas as dificuldades que vêm com o passar do tempo e como consequência das nossas escolhas. E, por muitas vezes, inconscientemente, eu me deixo ser tomada por um pensamento infantil, que não calcula riscos nem pensa no depois, é imediatista, como eu sou, muito imediatista.

O início de qualquer profissão é muito difícil, e quando se fala em jornalismo, isso inclui bastante desgaste físico, picos de estresse, pautas infindáveis e um enorme medo do desconhecido. Vejam vocês: eu respiro jornalismo, amo minha profissão, mas no meio do curso eu queria mudar para publicidade e propaganda. Minha mãe não deixou. E eu me formei. Ela, naquele momento, me forçou a ser perseverante. Foi por mim, na verdade. E eu agradeço muito por isso. 

Recém-formada estou, mas já estava querendo pular para outro galho da vida profissional. Mais uma vez o bichinho da morosidade estava querendo tomar conta e a minha cabeça foi condicionada para começar algo novo, novamente (redundância porque sim, haha). Percebi que não é porque eu não estou no lugar da escadinha que desejo estar ainda que a caminhada não é válida. O tempo é fundamental para o desenvolvimento de um bom profissional. Mais do que ouvir, hoje eu posso internalizar isso e entender o que cada palavrinha desse clichêzão quer dizer.


Google Images

Eu preciso aprender a ser mais paciente e a acreditar que coisas boas podem acontecer. Um profissional não se estabelece do dia para a noite e eu não sou a bonitinha que farei isso, né? Acho que esse texto sobre a geração Y explica bem o porquê nos sentimos assim, com a obrigação de dar certo nos primeiros anos da nova profissão, do novo amor...

Eu e você, leitor que também está em ‘crise’ no início da profissão, precisamos confiar no que estudamos, no que podemos aprender e também em uma coisinha linda chamada potencial. Tá difícil? Faz cara feia e vai assim mesmo. Uma hora melhora, você se torna mais conhecido e requisitado. Só não pare ou mude por medo do desconhecido, meu bem. Eu não vou fazer mais isso. :)

Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas (Eclesiastes 7:8) 

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